UM OLHAR SOBRE A TEOLOGIA DA MISSÃO INTEGRAL

Iniciaremos o presente trabalho destacando a história da TMI, Teologia da Missão Integral, pois de fato, conhecer a base e o surgimento da mesma proporcionará uma visão mais ampla para exposição de pontos importantes e os contrapontos como criticas. Desta forma, ao estudarmos TMI, percebemos que historicamente dentro do protestantismo mundial em seus movimentos de reordenação dos campos teológicos e eclesiásticos após a segunda grande guerra, alguns pastores, lideranças e também teólogos latino-americanos, que perceberam o cenário e começaram a formular os primeiros passos do que viria a ser denominado de “missão integral”. Em realidade este trabalho é resultado das aulas que tivemos com o professor Jean Carlos com todas as suas explicações e provocações acerca do assunto, deparamo-nos assim, com visões dos dois lados do assunto, aqueles que são favoráveis e os que são contrários também, neste sentido, cabe posicionarmos de forma equilibrada, sadia e justa diante do que fora exposto. Para isto, será necessário um pequeno apanhado, breve de fato, sobre o histórico da TMI no mundo e na América latina, com seus expositores e críticos.

2 HISTÓRICO

No século XX houve múltiplos anseios pelo debate da igreja em torno da temática relacional entre evangelismo e responsabilidade social, momento em que diversos autores procuraram expressar a missão da igreja no viés do desenvolvimento, isto é, a presença cristã na sociedade, diálogo além da religião, justiça, paz, política e outros conceitos. Estas reflexões tiveram como resultado, inúmeras conferências, dentre as quais, destaca-se a Conferência Missionária Mundial , que fora realizada em Edimburgo em 1910, que gerou a reflexão abrangente sobre o trabalho missionário protestante na América Latina, provocando assim em março de 1913, em Nova York, uma Conferência sobre missões na América Latina, que criou a Comissão de Cooperação na América Latina com a sigla de CCLA. Logo, a CCLA patrocinou o Congresso de Ação Cristã na América Latina, reunido no Panamá em fevereiro de 1916, o maior encontro das forças protestantes desse continente realizado até aquela data. De forma especifica, as metas principais discutidas foram a evangelização das classes cultas, a unificação da educação teológica, a criação de uma dimensão social ao trabalho missionário na América Latina e a uma necessária realização da promoção da unidade protestante.

No decorrer deste despertar para as missões no mundo, destacou-se Congresso Mundial de Evangelização ocorrido em Berlim em 1966 , esta foi a primeira grande reunião mundial de evangélicos no século XX, que por conseqüência estimulou a congressos regionais de evangelização em vários continentes. Nisto, surgiu o Congresso Internacional de Evangelização Mundial em Lausanne em 1974, que contou com as manifestações de opinião de toda a comunidade evangélica, à medida que os participantes debatiam com as questões da teologia, com foco na missão no mundo contemporâneo.

Conforme estudos realizados no seminário em leitura de Regina Sanchez corroborou em sua fala com este momento:

“Esse é o berço teológico que gera a TMI. É o dialogo dessa teologia com a realidade latino-americana. E esse diálogo aconteceu e inúmeras conferencias e congressos sobre missões realizados no continente latino”.

3 OS CLADE’s

Em realidade CLADE’s é apenas uma sigla do que seriam os Congressos Latino-Americanos de Evangelização que foram realizados para afirmação da tendência do TMI. É sabido que o CLADE I ocorrido em 1969 como 1º Congresso Latino-Americano de Evangelização em Bogotá na Colômbia, como foi de fato, um marco histórico no rompimento com o protestantismo latino-americano ecumênico, para com os fundamentalistas e evangelicais , e posteriormente de influência para a geração de uma fraternidade latino-americana. Não obstante, este congresso foi também o ponto de partida para o movimento evangelical na América Latina, um prato cheio para os evangélicos que demonstravam descontentamento e oposição ao movimento ecumênico.

Com isto, ocorreram também outros congressos oriundos de debates constantes, vindo a ocorrer ter também o CLADE II (1979), em Lima, Peru, este por sua vez, foi realizado pela Fraternidade Teológica Latino-Americana (FTL) com o seguinte lema:

“Que a América Latina ouça a Sua (DEUS) voz”.

Neste encontro foi focado o trabalho missionário com a realidade concreta de pobreza e opressão, corrupção moral e também o abuso de poder nesta região do mundo, assim sendo, os evangélicos latino-americanos escolheram o Pacto de Lausanne como uma expressão do seu consenso doutrinário básico e do seu claro compromisso com um modelo de missão integral e bíblico. Assim, podemos destacar a fala de dois grandes expoentes desta linha teológica como René Padilla e Samuel Escobar . Ambos foram os representantes latinos no congresso de Lausanne, e tiveram papel preponderante para a missão da igreja ao levantarem questionamentos acerca do modelo tradicional de missão, do que existia e era pratica até então. Diante desta “nova” visão, acerca de missão segue Padilla sobe o tema A Evangelização e o Mundo, onde afirmara

“Nossa maior necessidade é um evangelho mais bíblico e uma igreja mais fiel. Poderemos nos despedir deste congresso com um belo conjunto de papéis e declarações que serão arquivadas e esquecidas, e com lembrança de um grande e impressionante encontro de âmbito mundial. Ou poderemos sair daqui com a convicção de que temos fórmulas mágicas para a conversão das pessoas. Eu pessoalmente espero em Deus que possamos sair daqui com uma atitude de arrependimento no que diz respeito à nossa escravidão ao mundo e ao nosso arrogante triunfalismo, com o senso de nossa incapacidade de sermos libertos dos grilhões a que estamos atados e, apesar disso, com grande confiança em Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre" . Amém.

Samuel Escobar em Desafios da Igreja na América Latina, diz:

“Uma espiritualidade sem discipulado nos aspectos diários da vida, sociais, econômicos e políticos, é religiosidade e não cristianismo... De uma vez por todas, devemos rejeitar a falsa noção de que a preocupação com as implicações sociais do evangelho e as dimensões sociais do testemunho cristão resultam de uma falsa doutrina ou de uma ausência de convicção evangélica. Ao contrário, é o interesse pela integridade do Evangelho que nos motiva a acentuarmos a sua dimensão social” .

Diante dos debates, das discussões de idéias, obteve-se um resultado “valioso” do Congresso que foi à resolução de um pacto com Deus, bem como uns com os outros, pacto no sentido de oração, planejamento e bastante trabalho juntos pela evangelização do mundo todo. Este pacto foi recebeu o Pacto de Lausanne, o que confirma isto é um documento de 2700 palavras, em quinze seções, redigido sob a direção do líder evangelical anglicano John Stott , guardados e publicados no decorrer dos tempos.

“Nos arrependemos de nossa negligência em face de nossa responsabilidade social cristã, bem como de nossa polarização ingênua em termos, algumas vezes, considerando a evangelização e a atividade mutuamente excludentes... Devemos repudiar como demoníaca a tentativa de colocar uma cunha entre evangelização e ação social” .

Este pacto também produziu algumas mudanças bem-definidas na teologia evangélica de missões e foi muito além das afirmações evangélicas tradicionais, demonstrando que, evangelizar é inseparável da responsabilidade social, do discipulado cristão e também de renovação da igreja. Foi acentuada a missão mundial e missão total da igreja. Destacaram-se temas como:

*o propósito de Deus,

*a autoridade da Bíblia;

*a unicidade e universalidade de Cristo, a natureza da evangelização;

*a cooperação na evangelização;

*a natureza da evangelização, a urgência da tarefa evangelística;

*evangelização e cultura, educação e liderança;

*o poder do Espírito Santo e o retorno de Cristo.

4 MISSÃO INTEGRAL E A SALVAÇÃO

Para os teóricos da missão integral nós somos chamados à proclamação do evangelho, para anunciar a mensagem de salvação por meio da evangelização, isso foi exatamente definido no Pacto de Lausanne. Destarte, evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, que é o senhor Soberano sobre tudo e todos, e que oferece o perdão dos pecados, para que todos os que se arrependam e creiam. O nosso papel, o papel de todo cristão no mundo é a evangelização, e o mesmo ocorre com o diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, compreender e ajudar a mudar a situação.

Neste sentido, a evangelização requer alguns resultados como;

*a obediência a Cristo;

*o ingresso do converso em sua igreja;

* serviço responsável no mundo.

Desta forma, o Pacto de Lausanne atribui a igreja o papel de proclamação de Jesus como Senhor acima de tudo,a responsabilidade de ser agente de transformação histórica, lutando pela transformação social, nisto destaca-se cinco itens:

* Necessidade de nos dedicarmos ao serviço de Cristo e dos homens enquanto aguardamos a vinda de Cristo;

*Libertação daqueles que sofreram perseguição religiosa e a certeza de que de forma alguma nos intimidaremos diante de uma situação como essa;

* Oposição a toda injustiça, permanecendo fiéis ao evangelho;

*Afirmação da igreja como comunidade do povo de Deus, e não como instituição.

* Cobrança aos governos de condições de dignidade humana, conforme consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Assim, fica evidenciado a essência da evangelização que é mostrar-apresentar Jesus Cristo como Senhor e Salvador do mundo, sua história de sacrifico e os propósitos disso, o acesso ao Pai trago por ele, a purificação de todo o pecado, além disso, é nosso papel a orientação para a libertação total da escravidão tanto pessoal quanto do mundo, integrando o propósito de Deus de colocar tudo sob o governo de Cristo. O evangelho chama o ser humano ao arrependimento verdadeiro-real, para remissão dos pecados e salvação em Cristo Jesus e mudança de vida social. Ora, isto foi acertado no pacto conforme segue o trecho:

“Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, o Senhor e rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a sua cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo” .

Diante do exposto, percebemos e aprendemos acima de tudo que a Teologia da Missão Integral tornou-se um conceito teológico latino-americano que mantém um relacionamento com as mais diversas alas do saber, mantendo acima de tudo um forte diálogo com as ciências humanas. Embora muitos defendessem que é uma nova metodologia, o que percebemos nada mais foi do que partiram da Teologia da Libertação com uma fundamentação bíblica diferenciada com determinadas princípios evangélicos. Determinado movimento não tem uma metodologia nova, mas, se mostra em construção ainda, e a práxis que tanto é pregada percebemos que não é em realidade praticada, ou seja, a prática está distante da teoria. A própria práxis que defendem os condenam, pois vivem tão somente na corrente ideológica, política e social, e na maioria das vezes partidária de esquerda. Fica notório que eles preferem criar organizações e, sempre optam por angariar recursos e distribuí-los em projetos que priorizem a dignidade humana, com princípios e valores cristãos.

Percebemos também que eles evitam associar em muitas vezes a ação social à proclamação do Evangelho, também à conversão de indivíduos, pois entendem que isso é uma teologia americana-européia, ou seja, retrógrada. Isto ocorre por que priorizam uma hermenêutica latino americana.

Ideologicamente há um problema para não dizermos vários problemas acerca do norte em que estão baseando-se, estes teóricos da TMI,favorecem o termo práxis do que o amor em obras,preferem usar utopia à esperança, alienação do que a palavra pecado. Logo, filosoficamente percebe-se que o novo homem na ideologia marxista difere totalmente do novo homem em Cristo. Neste sentido, há uma sério risco de sua emancipação ou autonomia em relação a Deus segundo esta linha teológica.

5 PRINCIPAIS EXPOENTES-PERCURSORES

A TMI tem como seus principais precursores, os peruanos Samuel Escobar e Pedro Arana, o porto-riquenho Orlando Costas e o equatoriano C.René Padilla. Em nosso país (Brasil) os principais representante são os pastores, Ariovaldo Ramos, Valdir Steurnagel , Carlos Pinheiro Queirós, Jorge Henrique Barro, René Kivitz e o falecido bispo Dom Robinson Cavalcanti.

Infelizmente ficou notório que a maioria destes precursores, entende revolução com conversão e renovação de mente e atos, sendo inclinados ideologicamente e de forma aberta para com a esquerda política. Torna-se injusto não ver o Evangelho social, bem anterior, ou seja, desde a igreja primitiva. Dentre as falhas mais gritantes, vemos que tem por objeto a separação entre o evangelho pessoal, do social, a ênfase no arrependimento e conversão ao lado do combate ao sistema vigente,luta de classes, seria assim?

Outro destaque que podemos dar, é que esta teologia da missão integral teve a adesão de evangélicos de variadas igrejas, com ampla uma maioria esmagadora de progressistas ideologicamente ligados e também politicamente com a esquerda. Neste sentido, torna-se urgente certa mudança acerca da concepção de missão integral, para a preservação do Evangelho, também abertamente denunciar aos progressistas que criticam a teologia da prosperidade com todos os seus erros, mas que se aproveitam do termo (TMI) ,sendo que esta prática é de competência da igreja evangélica atual e não pura e simplesmente de uma elite intelectual que ganha fama e também dinheiro, que a todo custo querem colocar a esquerda no poder e que não vive o que pregam, isto é, o discurso é amplo e bonito, a prática é curta e feia, pois não é vivida.

6 OPOSITORES A TEOLOGIA DA MISSÃO INTEGRAL

Dentre os teóricos-teólogos e os líderes de maneira geral que se posicionam contrariamente as ideologias da missão integral podemos destacar alguns como: Jonas Moreira Madureira, Filipe Costa Fontes, Augustus Nicodemus Lopes e Júlio Severo, ambos taxam criticas a teologia da missão integral enquanto seguidora de inúmeros princípios marxistas e de extrema esquerda. Seria como se a prioridade fosse os princípios humanos aos princípios divinos, táticas humanas do que orientações do sagrado.

Segundo Júlio Severo e também conforme leituras realizadas no seminário ISTEI, percebemos que para ele há uma arrogância destacada entre os teóricos da TMI, pois os que não aderirem a esta,seriam como alienados e pecadores traiçoeiros, totalmente contrários a visão do reino. Para este teórico isto seria uma fala falsa e acusatória, injusta e covarde, por outro lado, o discurso dos defensores da TMI não se diferencia em nada dos esquerdistas mundiais, em que pregam algo e vivem totalmente diferentes do discurso, pregam igualdade e comunhão, mas são burgueses abastados, que ostentam suas conquistas materiais. Segundo este teórico ao analisar uma entrevista com Kivitz e Ariovaldo Ramos ele diz:

“(...) O pastor fala em “repartir o que você tem”, quando, é bem sabido, que todos os líderes da Missão Integral são bons burgueses, pessoas da classe média, com uma vida bem confortável e, até onde se sabe, não repartiram seus apartamentos, carros, salários e outras benesses com os pobres. Isso apenas significa que a hipocrisia esquerdista também foi absorvida e está bem forte em seus discursos” .

7 CONCLUSÃO

Diante de tudo que foi afirmado, exposto e debatido acima, nossa posição acerca da Teologia da Missão Integral é bem simples e de fácil compreensão. Sabe-se que a missão da igreja é cuidar dos menos favorecidos e ajudar a todos os que precisam órfãos, viúvas, pobres, doentes, deficientes e todos aqueles e aquelas que necessitam de ajuda, psíquica, econômica e acima de tudo espiritual. E, a missão cristã vai além das paredes do templo institucional, pra bem da verdade, o discurso nas igrejas não passam de discurso de palanque e, que na prática nada é feito ou realizado como se fala. A teologia da missa integral surgiu com o intento de unir fé e prática, contudo, a sombra ideológica marxista deixou confundiu a muitos que seguiam estes propósitos do reino em meio a uma dialética filosófica daquele autor. O que fica percebido é que a missão que não é integral não é missão, devem-se pregar as boas novas do reino, deve-se fazer a obra social de fato, contudo, sem mergulhar ou se enveredar por ideologias filosóficas totalmente opostas a mensagem da cruz.

Neste sentido, concordo com a teologia da missão integral no que tange prática social da fé, porém , discordo nas prioridades que são dadas somente ao social, ao material e deixando por sobra o espiritual. Desta forma, não seria missão e sim apenas ação social, sem a mensagem de arrependimento e entrega ao Cristo. Devemos fazer missão levando a mensagem da cruz, do confronto, da mudança de vida, e fazer também as obras de assistências ao que precisam, não tornando esta assistência um vício recorrente, mas mostrando a saída e o sentido para da vida para solução de problemas.

REFERÊNCIAS

ESCOBAR, Samuel. Desafios da Igreja na América Latina: História, Estratégia e Teologia de Missões. Trad. Hans Udo Fuchs. Viçosa: Editora Ultimato, 1997.

FTL-B e Temática Publicações, 1992. 209p. PADILLA, René. A Evangelização e o Mundo: A Missão da Igreja no Mundo de Hoje. São Paulo e Belo Horizonte: ABU Editora e Visão Mundial, 1982.

PADILLA, René. Missão Integral: Ensaios sobre o Reino e a Igreja. São Paulo:

STOTT, Jonh R. W. A verdade do evangelho: Um Apelo a Unidade. Trad Marcell e Silêda S. Steuernagel. Curitiba – PR: Encontro; São Paulo: EBU editora, 2000.

STOTT, Jonh R. W. A verdade do evangelho: Um Apelo a Unidade. Trad Marcell e Silêda S. Steuernagel. Curitiba – PR: Encontro; São Paulo: EBU editora, 2000.

Sites/Links

http://www.fabioblanco.com.br/arrogancia-e-a-hipocrisia-na-missao-integral/

https://www.youtube.com/watch?v=zSgABsP8qD4

PEDRO ANDRÉ ALMEIDA
Enviado por PEDRO ANDRÉ ALMEIDA em 30/08/2015
Código do texto: T5364888
Classificação de conteúdo: seguro

FONTE: https://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/5364888 

 


“No entanto, acredito que há etapas no processo de plantação de igrejas no sertão e estas não devem ser queimadas, do contrário, o missionário irá sofrer, com a sua família, pressões acrescentadas a sua missão evangelizadora. (...)

O missionário precisa, inevitavelmente, da direção de Deus para a sua realidade, porque cada região tem suas peculiaridades e cada etnia tem seus próprios desafios. (...).

Tenho acompanhado de perto vários missionários de tempo integral no sertão. Tenho visto suas dores, seus medos, a dedicação incondicional deles para ver uma igreja sendo plantada em suas respectivas comunidades de atividade.”

 

COSTA, Luciano. A Missão de Deus e a Igreja – Um olhar sobre a obra missionária no Sertão do Nordeste. São Paulo: Publicações Grammata, 2020.

 





AS REDES SOCIAIS E SUA MANIPULAÇÃO EM MASSA.

 

Somos levados sem contudo perceber muitas vezes a reproduzir comportamentos tão somente porque todos estão fazendo ou postando. As famosas “modinhas” disseminadas pelas redes sociais.

No momento muitos estão postando o encerramento do pior programa de todos os tempos (não assisto) mas se conseguiu por muitos dias prender a atenção de milhares de pessoas no país, é porque era péssimo moralmente falando. Vivemos em meio a uma “cultura popular” do quanto pior melhor!

Infelizmente muitos “gospéis” tem seguido a tendência, reproduzindo tudo que aparecer na telinha. A questão é que os nossos princípios bíblicos, familiares e morais, estão sendo solapados, e no entanto com os aplausos e apoio de muitos que são cristãos e não se dão conta do que estão acontecendo.

Hoje muitos se solidarizam com a morte de famosos, mas quando é um pastor ou missionário que deu toda a sua vida pelo evangelho, pouco se fala, pouco se comenta, pouca se compartilha mensagens de solidariedade, onde vamos parar?

Repensemos (nova geração) nossos valores e práticas, comportamentos e atitudes, pois quando não estaremos sendo levados na famosa assertiva da “Maria que vai com as outras” e perderemos nosso sentido de sermos sal e luz do mundo.

Luciano Costa. 5 de maio de 2021.

 



Parece que a igreja está “refugiada” em meio a tantos decretos restringindo o culto e as atividades coletivas, mesmo em pequenos grupos! Mas é tempo da igreja fazer “barulho”, clamor ante o trono da graça, para que àqueles que pensam estar minando o poder da igreja possam perceber que a força e a influência da igreja não é tão somente na esfera social, econômica e cultural, mas que esta, é a única agência de Deus na terra para a manifestação de seu poder salvador e restaurador.

É hora da igreja mostrar em verdade no que que crê, e pregar o evangelho de Cristo que é o poder de Deus... Através da dependência de Deus é pelo caminho da humilhação e submissão a Deus, do arrependimento, quebrantamento, confissão de pecados, e busca de Deus a igreja pode nesse momento da história fazer resplandecer a luz de Cristo em meio a essa densas trevas que o mundo se encontra lançado!

Esse pode ser um momento decisivo da história do cristianismo! Um momento crucial na peregrinação da igreja nesse mundo rumo ao encontro do Senhor nos ares!

É tempo de ser igreja! Não a igreja de uma pessoa só, mas a igreja plural, que manifesta a multiforme graça de Deus! Sejamos a igreja comprometida com os céus e com Aquele que em breve descerá de lá para consumar todas as coisas, que já lhes estão sujeitas!

Luciano Costa

14 de março de 2021.

 



Restringidos, mas não amedrontados; cerceados, mas não desacreditados; Impedidos, mas não acovardados; sob decretos humanos, mas cumprindo as ordens do Senhor da seara"! ( Luciano Costa




 

Acredito que tem sido um desafio tremendo para àqueles que lidam com a plantação de igrejas. Pastores de igrejas que enviam famílias missionárias aos campos brancos e são mantenedoras de novas plantações de igrejas no sertão e em outros lugares. Todavia, minha preocupação em escrever esse texto é única e exclusivamente tentar alertar para alguns perigos que corremos nesse processo. Principalmente na plantação e revitalização de igrejas no Sertão do Nordeste.

Sugiro a leitura dessa obra ( sou suspeito para indicá-la), mas espero que você mesmo possa descobrir a relevância da mesma para a obra missionária e para os nosso abnegados missionários rurais espalhados por esse sertão!


Luciano Costa

 



" Percebo um medo de muitos de nós ( cristãos) de nossa própria cultura sertaneja... O Evangelho penetra culturas, uma cosmovisão bíblica nos leva a entender a cultura, e não a demonizar toda e qualquer cultura... Achamos que criando um "gueto" cultural gospel estamos construindo "fortalezas" para preservar e guardar nossa santidade...esse tipo de postura cria uma "bolha cultural" que não nos dá a percepção do que é mundano ou não na cultura. Isso vem de uma cosmovisão dualista, de uma dicotomia grega, um gnosticismo evangélico, no qual separamos a vida em dois compartimentos apenas: sagrado e secular! E depois de fazermos nossa distinção dicotomizada do que é sagrado, achamo-nos no direito de demonizar todo o resto..."! ( Luciano Costa)


EM BREVE ESTAREMOS REALIZANDO O TRAINING VOCATIONS!

"Acredito que nossa letargia espiritual e missionária é fruto dessa falta de “convencimento”, isto é, de uma verdadeira convicção sobre o que o evangelho representa e sobre sua eficácia em nossa vida. É possível que acreditemos que o evangelho seja algo bom, seja uma notícia boa, mas que não vale apena viver e morrer por ela, ela não é tão indispensável assim, podemos ter outras coisas nas quais no agarramos e confiamos além do evangelho de Cristo, o que nos torna infrutíferos em nossa vida cristã e fracos em nossa missão proclamadora do mesmo"! 

(Luciano Costa)




Sobre o tema da EMITES Edição Especial – On Line – Julho de 2020.
“Coram Deo”
Fui interrogado por alguns jovens sobre essa temática, o porquê de um nome tão estranho? Ou uma expressão quase que totalmente desconhecida? Na verdade o tema visa proporcionar uma ampliação da nossa cosmovisão sobre como compreendemos nossa atuação nesse mundo, bem como nosso lugar nele.
Corremos o risco de delimitar a relevância da presença de Deus em nossas vidas, como se a mesma estivesse restrita ao lugar de culto e adoração. Ou ainda de fragmentar a própria vida em duas ambiências: uma sagrada e outra profana (secular)! Vivendo na presença de Deus continuamente e constantemente é a ideia principal dessa expressão. Segundo Darrow Miller em seu livro, “Vocação – escreva sua assinatura no Universo:

“Nossos antepassados na fé usaram a frase em latim coram Deo para descrever esse estilo de vida. A palavra coram é derivada do latim cora, que significa “a pupila do olho”. É traduzida como “em pessoa”, “face a face”, “na presença de alguém”, “diante dos olhos”, “na presença de”, “diante de”. A segunda, Deo, é a palavra latina para Deus. A ideia chave na frase é de um relacionamento pessoal e íntimo. Nesse caso, Deus me conhece intimamente. Nada está oculto. E eu estou conscientemente procurando viver toda a minha vista na presença de Deus – “diante da face de Deus”. Alguns têm usado o conceito de “plateia de um só espectador” para descrever esse estilo de vida”.

Pode nos parecer um tema “estanho” em face de sua pouca divulgação e por quase não ouvirmos de nossos púlpitos essa abordagem sobre cosmovisão. Todavia, é uma temática urgente, pois precisamos ter uma compreensão plena e bem embasada de nossa fé e de nossas convicções. Por que cremos assim e não de outra forma? Como nossos valores morais, espirituais, familiares, sociais, econômicos entre outros foram e são definidos a cada dia? Portanto, enfatizamos a relevância desse estudo e dessa temática.
Sobre a origem da referida frase [Coram Deo], é pertinente apontarmos um referencial teórico para a mesma, citarei um texto extraído do livro “Introdução à Cosmovisão Cristã”, escrito por Michael Goheen e Craig G. Bartholomew, publicado pela Editora Vida Nova:

“Em todos os aspectos da vida humana, a pessoa se vê face a face com o Deus vivo. A vida humana inteira vivida coram Deo, “diante da face de Deus” ou “na presença de Deus”. Essa expressão latina é encontrada cerca de cinquenta vezes na Vulgata (a tradução da Bíblia feita por Jerônimo para o latim). A expressão bíblica faz lembrar uma imagem das cortes no antigo Oriente, a saber, a sala do trono do monarca onde os servos do rei ficavam diante dele a postos, alertas, sempre conscientes de sua presença, prontos, preparados para reagir às ordens do rei. Viver coram Deo é viver na presença de Deus e ter consciência dessa presença, reagindo positivamente à sua palavra, estando pronto para servi-lo”.

Portanto, meus amados irmãos, obreiros e alunos dessa Edição Especial da EMITES, que essa presença permeei nossos dias, nossas ações, nossas decisões, nossas famílias, nosso servir e nossa adoração! Somos chamados a vivermos plenamente na presença de Deus, somos chamados a viver um estilo de vida Coram Deo.


MILLER. Darrow, L. Vocação – escreva sua assinatura no Universo. Publicações Transforma. São Paulo-SP. 2012.

GOHEEN. Michael W. & BARTHOLOMEW. Craig G. Introdução à Cosmovisão Cristã. Vida Nova. São Paulo. p.66. 2016.



Luciano Costa.
Coordenação da EMITES. 



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