“No entanto, acredito que há etapas no processo de plantação de igrejas no sertão e estas não devem ser queimadas, do contrário, o missionário irá sofrer, com a sua família, pressões acrescentadas a sua missão evangelizadora. (...)

O missionário precisa, inevitavelmente, da direção de Deus para a sua realidade, porque cada região tem suas peculiaridades e cada etnia tem seus próprios desafios. (...).

Tenho acompanhado de perto vários missionários de tempo integral no sertão. Tenho visto suas dores, seus medos, a dedicação incondicional deles para ver uma igreja sendo plantada em suas respectivas comunidades de atividade.”

 

COSTA, Luciano. A Missão de Deus e a Igreja – Um olhar sobre a obra missionária no Sertão do Nordeste. São Paulo: Publicações Grammata, 2020.

 





AS REDES SOCIAIS E SUA MANIPULAÇÃO EM MASSA.

 

Somos levados sem contudo perceber muitas vezes a reproduzir comportamentos tão somente porque todos estão fazendo ou postando. As famosas “modinhas” disseminadas pelas redes sociais.

No momento muitos estão postando o encerramento do pior programa de todos os tempos (não assisto) mas se conseguiu por muitos dias prender a atenção de milhares de pessoas no país, é porque era péssimo moralmente falando. Vivemos em meio a uma “cultura popular” do quanto pior melhor!

Infelizmente muitos “gospéis” tem seguido a tendência, reproduzindo tudo que aparecer na telinha. A questão é que os nossos princípios bíblicos, familiares e morais, estão sendo solapados, e no entanto com os aplausos e apoio de muitos que são cristãos e não se dão conta do que estão acontecendo.

Hoje muitos se solidarizam com a morte de famosos, mas quando é um pastor ou missionário que deu toda a sua vida pelo evangelho, pouco se fala, pouco se comenta, pouca se compartilha mensagens de solidariedade, onde vamos parar?

Repensemos (nova geração) nossos valores e práticas, comportamentos e atitudes, pois quando não estaremos sendo levados na famosa assertiva da “Maria que vai com as outras” e perderemos nosso sentido de sermos sal e luz do mundo.

Luciano Costa. 5 de maio de 2021.

 



Parece que a igreja está “refugiada” em meio a tantos decretos restringindo o culto e as atividades coletivas, mesmo em pequenos grupos! Mas é tempo da igreja fazer “barulho”, clamor ante o trono da graça, para que àqueles que pensam estar minando o poder da igreja possam perceber que a força e a influência da igreja não é tão somente na esfera social, econômica e cultural, mas que esta, é a única agência de Deus na terra para a manifestação de seu poder salvador e restaurador.

É hora da igreja mostrar em verdade no que que crê, e pregar o evangelho de Cristo que é o poder de Deus... Através da dependência de Deus é pelo caminho da humilhação e submissão a Deus, do arrependimento, quebrantamento, confissão de pecados, e busca de Deus a igreja pode nesse momento da história fazer resplandecer a luz de Cristo em meio a essa densas trevas que o mundo se encontra lançado!

Esse pode ser um momento decisivo da história do cristianismo! Um momento crucial na peregrinação da igreja nesse mundo rumo ao encontro do Senhor nos ares!

É tempo de ser igreja! Não a igreja de uma pessoa só, mas a igreja plural, que manifesta a multiforme graça de Deus! Sejamos a igreja comprometida com os céus e com Aquele que em breve descerá de lá para consumar todas as coisas, que já lhes estão sujeitas!

Luciano Costa

14 de março de 2021.

 



Restringidos, mas não amedrontados; cerceados, mas não desacreditados; Impedidos, mas não acovardados; sob decretos humanos, mas cumprindo as ordens do Senhor da seara"! ( Luciano Costa




 

Acredito que tem sido um desafio tremendo para àqueles que lidam com a plantação de igrejas. Pastores de igrejas que enviam famílias missionárias aos campos brancos e são mantenedoras de novas plantações de igrejas no sertão e em outros lugares. Todavia, minha preocupação em escrever esse texto é única e exclusivamente tentar alertar para alguns perigos que corremos nesse processo. Principalmente na plantação e revitalização de igrejas no Sertão do Nordeste.

Sugiro a leitura dessa obra ( sou suspeito para indicá-la), mas espero que você mesmo possa descobrir a relevância da mesma para a obra missionária e para os nosso abnegados missionários rurais espalhados por esse sertão!


Luciano Costa

 



" Percebo um medo de muitos de nós ( cristãos) de nossa própria cultura sertaneja... O Evangelho penetra culturas, uma cosmovisão bíblica nos leva a entender a cultura, e não a demonizar toda e qualquer cultura... Achamos que criando um "gueto" cultural gospel estamos construindo "fortalezas" para preservar e guardar nossa santidade...esse tipo de postura cria uma "bolha cultural" que não nos dá a percepção do que é mundano ou não na cultura. Isso vem de uma cosmovisão dualista, de uma dicotomia grega, um gnosticismo evangélico, no qual separamos a vida em dois compartimentos apenas: sagrado e secular! E depois de fazermos nossa distinção dicotomizada do que é sagrado, achamo-nos no direito de demonizar todo o resto..."! ( Luciano Costa)


EM BREVE ESTAREMOS REALIZANDO O TRAINING VOCATIONS!

"Acredito que nossa letargia espiritual e missionária é fruto dessa falta de “convencimento”, isto é, de uma verdadeira convicção sobre o que o evangelho representa e sobre sua eficácia em nossa vida. É possível que acreditemos que o evangelho seja algo bom, seja uma notícia boa, mas que não vale apena viver e morrer por ela, ela não é tão indispensável assim, podemos ter outras coisas nas quais no agarramos e confiamos além do evangelho de Cristo, o que nos torna infrutíferos em nossa vida cristã e fracos em nossa missão proclamadora do mesmo"! 

(Luciano Costa)




Sobre o tema da EMITES Edição Especial – On Line – Julho de 2020.
“Coram Deo”
Fui interrogado por alguns jovens sobre essa temática, o porquê de um nome tão estranho? Ou uma expressão quase que totalmente desconhecida? Na verdade o tema visa proporcionar uma ampliação da nossa cosmovisão sobre como compreendemos nossa atuação nesse mundo, bem como nosso lugar nele.
Corremos o risco de delimitar a relevância da presença de Deus em nossas vidas, como se a mesma estivesse restrita ao lugar de culto e adoração. Ou ainda de fragmentar a própria vida em duas ambiências: uma sagrada e outra profana (secular)! Vivendo na presença de Deus continuamente e constantemente é a ideia principal dessa expressão. Segundo Darrow Miller em seu livro, “Vocação – escreva sua assinatura no Universo:

“Nossos antepassados na fé usaram a frase em latim coram Deo para descrever esse estilo de vida. A palavra coram é derivada do latim cora, que significa “a pupila do olho”. É traduzida como “em pessoa”, “face a face”, “na presença de alguém”, “diante dos olhos”, “na presença de”, “diante de”. A segunda, Deo, é a palavra latina para Deus. A ideia chave na frase é de um relacionamento pessoal e íntimo. Nesse caso, Deus me conhece intimamente. Nada está oculto. E eu estou conscientemente procurando viver toda a minha vista na presença de Deus – “diante da face de Deus”. Alguns têm usado o conceito de “plateia de um só espectador” para descrever esse estilo de vida”.

Pode nos parecer um tema “estanho” em face de sua pouca divulgação e por quase não ouvirmos de nossos púlpitos essa abordagem sobre cosmovisão. Todavia, é uma temática urgente, pois precisamos ter uma compreensão plena e bem embasada de nossa fé e de nossas convicções. Por que cremos assim e não de outra forma? Como nossos valores morais, espirituais, familiares, sociais, econômicos entre outros foram e são definidos a cada dia? Portanto, enfatizamos a relevância desse estudo e dessa temática.
Sobre a origem da referida frase [Coram Deo], é pertinente apontarmos um referencial teórico para a mesma, citarei um texto extraído do livro “Introdução à Cosmovisão Cristã”, escrito por Michael Goheen e Craig G. Bartholomew, publicado pela Editora Vida Nova:

“Em todos os aspectos da vida humana, a pessoa se vê face a face com o Deus vivo. A vida humana inteira vivida coram Deo, “diante da face de Deus” ou “na presença de Deus”. Essa expressão latina é encontrada cerca de cinquenta vezes na Vulgata (a tradução da Bíblia feita por Jerônimo para o latim). A expressão bíblica faz lembrar uma imagem das cortes no antigo Oriente, a saber, a sala do trono do monarca onde os servos do rei ficavam diante dele a postos, alertas, sempre conscientes de sua presença, prontos, preparados para reagir às ordens do rei. Viver coram Deo é viver na presença de Deus e ter consciência dessa presença, reagindo positivamente à sua palavra, estando pronto para servi-lo”.

Portanto, meus amados irmãos, obreiros e alunos dessa Edição Especial da EMITES, que essa presença permeei nossos dias, nossas ações, nossas decisões, nossas famílias, nosso servir e nossa adoração! Somos chamados a vivermos plenamente na presença de Deus, somos chamados a viver um estilo de vida Coram Deo.


MILLER. Darrow, L. Vocação – escreva sua assinatura no Universo. Publicações Transforma. São Paulo-SP. 2012.

GOHEEN. Michael W. & BARTHOLOMEW. Craig G. Introdução à Cosmovisão Cristã. Vida Nova. São Paulo. p.66. 2016.



Luciano Costa.
Coordenação da EMITES. 






Um tempo de descobertas...
(A crise do COVID-19)
(Luciano Costa)
Vivemos dias de intensa e profunda reflexão. Paradigmas estão sendo revistos, posicionamento estão sendo questionados. Novas atitudes (ou atitudes antigas) estão sendo postas em prática. E a vida tenta prosseguir, com o “isolamento social” que promove a proximidade com os que nos são mais preciosos (família e entes queridos). De repente muitos de nós nos vimos perdidos dentro de casa não sabendo lidar com a vida em comunhão com àqueles que nos conhecem.
Acabamos descobrindo o valor de algumas realidades básicas: a liberdade de ir e vir, que precisamos abrir mãos agora para podermos usufrui-la depois. Que tudo o que acumulamos dentro de casa não faz sentido, quando não temos com quem nos relacionar (quem mora sozinho, como fica?). Que a vida perde o sabor se não podemos escolher o que fazermos! Não há escolhas múltiplas para fazermos, há uma obediência que até mesmo nossa consciência nos impõem.
Alguns cristãos acabaram de descobrir que o culto tem algum sentido, que pode lhes fazer falta. Já que agora as igrejas estão fechando temporariamente seus locais de reunião de cultos. Outros alegam que tanto faz, assim pregações em casa substituem a comunhão dos santos (ainda que ajude a alimentar espiritualmente, não substitui a verdadeira comunhão de estar juntos).
Então, os santos deverão entender por um tempo o quanto lhes é cara a comunhão e o ajuntamento do povo de Deus para cultuar. Quem sabe Deus não esteja tratando com o seu povo, essa crise deve gerar despertamento e dependência de Deus.
O resgate do culto doméstico ou aumento da dependência do celular? O que queremos nesse período de quarentena? Muitos alegam que em casa buscam a Deus, mas não é fácil desenvolver um hábito em algumas horas, e ainda que o mesmo envolva “as coisas de Deus”.
Para os líderes (pastores/missionários) fica a lição que apenas eventos não promovem o verdadeiro discipulado e não gera verdadeiros discípulos de nosso Senhor Jesus! Muitos cristãos acreditam piamente que não conseguem sobreviver espiritualmente sem a participação aos cultos (ajuntamento do povo de Deus) por alguns dias, não se veem se esse meio da graça para a sua vida espiritual. Quem sabe, não estejamos ensinando sobre a relevância da vida devocional individual e familiar?
Por muito tempo não estávamos dando a devida atenção para elementos básicos da fé cristã. Pequenos grupos de oração e comunhão na igreja, culto doméstico, leitura bíblica e meditação na verdade bíblica, oração do secreto do nosso quarto (Mateus 6.6).
Agora são, quem sabe os únicos meios que dispomos por um tempo indeterminado para cultivarmos nossa fé, para promovermos nosso culto, para realizarmos nossa adoração ao Senhor dos senhores. É na verdade um tempo de descobertas, o que estamos descobrindo? O que Deus está nos revelando? Nossa dependência total dEle ou de outros meios para sermos igreja? Nossa fraqueza e debilidade espiritual, quando nos sentimos iguais aos que não conhecem ao Deus que proclamamos? Desesperados, ansiosos, perturbados (Sl 91)?
É um tempo de descoberta e que nesse tempo possamos descobrir o quanto somos dependentes de Deus e o quanto precisamos priorizá-lo em nossas vidas, em nossas atitudes, em nosso lar, em nosso próprio ser. (Mateus 6.33).

Luciano Costa. 20 de março de 2020.




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