UMA PALAVRA DE ÂNIMO AOS PEREGRINOS...
Texto: Hebreus 11. 32-40
Introdução: Faltou tempo, espaço para o autor de Hebreus apresentar
a lista de exemplos de salvos que permaneceram firmes na fé, mesmo ante as
maiores perseguições e oposições. O que eles nos disseram através de seus
exemplos? O legado deles pode servir de inspiração hoje ainda? Vamos, portanto,
a nossa reflexão sobre essa palavra de encorajamento àquela comunidade judaica,
convertida que era perseguida por causa de sua fé.
1- A
principal característica que o autor cita, está bem evidente em todo o
capitulo: “ Os quais, pela fé...” (Hb 11.33a). Será que estamos
cultivando uma vida pautada no princípio da fé? O que andamos realizando “ pela fé...”?
2- O
que eles fizeram pela fé? “ Venceram...”.
Muito bem, hoje se canta muito sobre vitória, se profetiza muito sobre
vitória, (não há nada de errado em crer na vitória...) a questão é como essa
vitória nos é apresentada? Qual o sentido da palavra vitória para nós
hoje, igreja de Cristo nesse mundo hedonista, pragmático e secularista?
3- O
autor continua: “Pela fé praticaram a
justiça...” Será que nossa fé nos leva, conduz a prática a justiça? (Mt
5.6,10,20; 6.33).
4-
Foram firmes mesmo em meio às fraquezas: “...da
fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram...” (Hb 11.43) O que
acontece com muitos de nós hoje quando nos sentimos fracos? Quando atravessamos
duras batalhas? (Rm 8.26; II Co 12.9-10)
5- “Uns
foram torturados, não aceitando seu livramento, para alcançarem uma melhor
ressureição”. (Hb 11.35). Pergunto, até onde estamos dispostos a sofrer
por amor a Cristo? (II Tm 1.12; II Tm
2.9) “Estamos dispostos a focar no que é eterno em detrimento do que
temporal e passageiro? ” (II Co
4.16-18).
6- Não
sei se devo dizer, mas a verdadeira fé em Cristo não só nos trará bênçãos e
vitórias... “ Outros experimentaram escárnios e açoites...” (Hb 11.36) Por
quê? Por causa da fé. A fé proporcionou isso! (II Co 11.24).
7- A
lista prossegue: “ Forma apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada
andaram vestidos de pelos de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e
maltratados”. (Hb 11.37) Não havia lugar para
eles! Não havia espaço, não era favorável, havia perseguição!
8-
A verdadeira identidade dos peregrinos. “
Homens dos quais o mundo não era digno. Errantes pelos desertos, e montes, e
pelas covas e cavernas da terra”. (Hb
11.38). O mundo achava que eles não eram dignos, mas o Espírito Santo deixa
claro era o mundo que não era digno deles!
9- Observem que eles também obtiveram “
tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa...”. (Hb 11.39).
Eles obtiveram bom testemunho por causa da fé...
10- A
partir do cap. 12 o autor se direciona especificamente a nós. O conselho é
prático (Hb 12.1).
11- Qual
o nosso foco, ( Hb 12.2). Como manter esse foco?
a)
Olhar- para onde? Olhar para Cristo, apesar da
grande nuvem de testemunhas que ele apresenta no capítulo, Jesus é o Sol da
justiça, devemos ser guiados pela sua luz.
b)
Suportar – O quê? A cruz! Não troque sua cruz, não a despreze.
c)
Desprezar- o quê? Despreze a afronta! O
escárnio, a zombaria, o agravo, as contrariedades, etc.
d)
“...e assentou-se à destra do trono de Deus”.
( Hb 12.2). Jesus pelo gozo que lhe estava proposto suportou! E nós? Temos
preciosíssimas promessas para pudermos desprezar toda a afronta, todo o obstáculo
e continuar firmes olhando para Jesus, Ele é a nossa maior recompensa!
e)
Considerar – o quê? Considere o próprio Cristo como exemplo! Ele
sofreu, Ele padeceu em nosso lugar...
f)
Suportar – o quê? Suporte até o fim, persevere! “Eu
não acredito num Evangelho em que alguém deixa a igreja por causa de uma oportunidade,
cargo, função... Não há centralidade de Cristo nesse Evangelho, há caprichos e
desejos humanos de ser reconhecido ou de usufruir do Evangelho em benefício próprio!
”
g)
Para qual propósito? “Para que não enfraqueçais,
desfalecendo em vossos ânimos”. (Hb
12.3).
Concluindo: Por que muitos acabam desfalecendo
na fé? Por que muitos ficam fracos na fé? Será que deixaram de olhar para
Jesus? Olharam para os homens, para a instituição religiosa? O autor deixou
essa palavra de encorajamento aqueles irmãos e serve para nós hoje também,
olhemos para Jesus! Suportemos a cruz, desprezemos a afronta, consideremos o
que Jesus passou por nós! Uns venceram reinos, praticaram a justiça, apagaram a
força do fogo, colocaram exércitos em fugida, e tantas outras maravilhas;
todavia o autor diz, que outros, foram serrados, tentados, mortos ao fio da
espada, perseguidos, andaram errantes pelos desertos e cavernas da terra,
percebe? O autor diz que pela fé eles venceram, mas aconteceram coisas e fatos
diferentes com eles. Assim tem sido a igreja ao longo da história sempre
teremos os mártires, temos também os que escaparam com livramentos, mas o relevante
é permanecer firme até o fim!
Como os sertanejos concebem a
ideia de igreja (sagrado-divino)?
(Luciano Costa)
A questão da
espiritualidade do sertanejo é algo complexo, digno de um estudo aprofundado,
que vise detectar características dessa ambiência sagrada. A sua cultura lhe é
“sagrada”. Aliás o sagrado está na sua “arte” pintada na tela, no quadro da
parede, na imagem esculpida para a qual ele devota seu olhar contemplativo.
Está em sua linguagem, no rito, na tradição herdada e até mesmo na superstição
crida. O sertanejo é um ser religioso, sua religião é herança sagrada que não
lhe pode ser tirada, roubada e mesmo profanada pela “religião” do outro que lhe
convida.
Sua ida a igreja é o
momento mais sublime, na qual sua espiritualidade se concretiza. Na procissão
pelas ruas da cidade, rezando e cantando a ladainha, carregando seu “santinho”
nas mãos, segurado seu terço, que representa seu sacrifício de oração. Entrar
na igreja, é seu lugar mais sagrado, se benzer ao passar em frente a mesma é
gesto habitual, que lhe traz proteção!
O sagrado está em um
lugar, ela habita ali, estático, imóvel. Está desenhado ou esculpido, pronto e
acabado para a veneração e contemplação de seus devotos. O sertanejo concebe o
sagrado a partir de sua tradição, do que sua família lhe repassou. A tradição
oral é “seu livro sagrado”, a Bíblia por vezes é tida como apenas um livro
escrito por homens, e não é a Palavra de Deus.
A sua igreja
geralmente foi a primeira e mais imponente construção da cidade, ela sempre
fica no centro da mesma, com um símbolo do poder religioso sempre presente e
que pode ser acessado por todos.... É lá que sua devoção encontra o devido
sentido, que há o encontro do devoto com o seu santo de estimação, suas preces,
rezas e lamento são feitas, as vezes apenas com o simples ato de beijar o objeto
de sua veneração.
Se as vezes lhes
falta palavras para comunicar-se com seu santo, mas não lhes falta o vigor e o
esforço sacrificial para cumprir a penitência e pagar a promessa feita! Há uma
música que trata dessa temática da expressão religiosa e cultural do sertanejo,
farei citação de um trecho da mesma. A música é “Romaria”, que foi composta por
Renato Teixeira de Oliveira, tem várias versões cantadas por cantores diversos
“Me disseram, porém,
Que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar”.
Que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar”.
Perceba que a expressão: “Me disseram,
porém...”, aponta exatamente para a importância da tradição oral, que
culturalmente predomina no contexto do interior do Sertão. Não está dizendo que
eu li, mas me disseram, alguém me falou que eu deveria buscar apoio no sagrado,
no divino, no “sacrifício” em participar de uma romaria. O que é uma romaria? Uma
peregrinação religiosa a um lugar tido como sagrado, no intuito de pedir com
preces e sacrifícios humanos “bênçãos” ao santo de devoção, para agradecer
bênçãos prometidas, para vivenciar a experiência religiosa, com mais
intensidade, pois são esses “lugares divinos” onde acontecem milagres e curas e
que proporcionam um aumento da fé e credulidade do sertanejo. Havendo casos de
muitos destes, fazerem periodicamente peregrinações e romarias por toda a sua
vida a lugares distantes, com altos custos e em condições penosas, tudo para
cumprir com a “promessa” feita ao santo de sua devoção.
Outro ponto que a música aborda nessa
estrofe é que, nem sempre o devoto que está lá na igreja é um praticante do
rito, as vezes ele não sabe nem mesmo as rezas que podem ser decoradas,
contudo: “ Como não sei rezar, Só queria mostra, Meu olhar, meu olhar, meu
olhar”. Entendo, que a participação contemplativa também é uma forma de
interagir com a divindade. Através de seu olhar o sertanejo demonstra seu
anseio, sua sede da Água da Vida. Certamente o olhar do sertanejo comovido por
lágrimas é a mais certa expressão de sua oração, silenciosa e sem palavras,
porém cheia de convicção, direcionada ao seu santo de devoção!
A devoção contemplativa do sertanejo é
cercada de símbolos sagrados. Aliás sua própria casa “assume” esse lado
artístico-religioso. Cheia de quadros, pinturas, santos. Um quadro que sempre é
possível encontrar é uma réplica mal “acabada” da santa ceia. E assim, o
sertanejo concebe o sagrado, assim ele adora aos seus “santos”, padroeiras e
padroeiros, que em cada cidade é tido como o santo protetor da mesma.
Os significantes de igreja são vários, um
lugar imponente, com altas torres, com sino (que inclusive convoca os devotos
para as atividades), com várias imagens de esculturas religiosas (santos) que
são venerados, adorados, cridos, amados! Nesse lugar acontecem os momentos mais
relevantes de sua vida: batismo infantil (criança), crisma, primeira comunhão,
catecismo, casamento, e por fim velório-missa de sepultamento e ainda outras
missas, sétimo dia, mês, aniversário de um ano, após o falecimento.
NÃO DESPREZE OS PEQUENOS COMEÇOS...
(Abaixo transcrevo um
texto de 1 de outubro de 2014, e hoje 20 de agosto de 2018, entendo porque Deus
nos orientou a ter tal ideia: Projeto Boas Novas para o Sertão!)
PROJETO BOAS NOVAS PARA O SERTÃO
"O Projeto Boas Novas para o
Sertão nasce dentro da visão missionária de alcançar as comunidades rurais
esquecidas, sítios, povoados e lugares de difícil acesso no Sertão. O Missº
Luciano Costa vem trabalhando com plantação de igrejas no Sertão do Rio Grande
do Norte desde agosto de 2007. Durante esse tempo viveu entre os sem terras, em
Assentamentos Rurais organizados pelo Governo Federal, conheceu bem de perto a
realidade do sertanejo que vive à margem da sociedade, dependendo de bolsa
família e de benefícios do Governo.
De 2007 à 2009, plantou duas
igrejas nesses Assentamentos Rurais. Em 2010 continuou trabalhando na Zona
Rural em um Distrito próximo a capital, onde também fortaleceu a igreja ali
existente. De 2012 ao início de 2014, trabalhou no sertão do Seridó do RN, área
com maior resistência ao Evangelho no estado, nesse período intensificou as
atividades de evangelização nas comunidades rurais da cidade onde estava
morando. Abrindo trabalhos e consolidando congregações.
Atualmente está na cidade de
Riacho de Santana/RN, município com 4.165 habitantes. Sendo que é o município
no qual trabalhou quem tem a maior zona rural habitada. Diante desse desafio,
Deus o direcionou a realizar o Projeto Boas Novas para o Sertão. Que começa a
tomar forma no dia 1º de outubro de 2014. Com o propósito de alcançar todas as
comunidades rurais que ali existem, um total de mais de 10 sítios".
Quando uma ideia pode se tornar um projeto, e um projeto pode se tornar
em um meio para que o nome do Senhor venha a ser glorificado!
Prosseguindo a história...
Não sabia eu quando elaborei esse
projeto para desenvolvê-lo na cidade de Riacho de Santana-RN, que o mesmo
apenas começaria ali. O Senhor só me permitiu passar um ano naquela cidade. Mas
fui à luta criei um blog para divulgar a ideia do projeto: http://boasnovasparaosertao.blogspot.com
, nesse espaço começamos a falar sobre nosso projetos, ainda me lembro, fazer
ponte entre jovens e escolas missionárias de férias, treinar por ano cerca de
30 jovens, visitar plantadores de igrejas nas comunidades rurais e etc.
Hoje após quatro anos, vemos o
agir de Deus! Na verdade, desde 2013 que vínhamos levando jovens e adolescentes
para a Missão Ceifa em Pacajus, era dispendioso e custoso levar a cada período
de férias adolescentes e jovens para o CE. Comecei a sonhar com uma escola
missionária nossa, nascida e criada no Sertão do RN.
Fui desafiado a voltar para o
Seridó, deixar a Assembleia de Deus em Riacho de Santana para vir para São José
do Seridó-RN, que na época era a menor AD em cidade, com menos de 30 membros. Não
foi fácil entender o propósito de Deus em nos trazer para revitalizar uma
igreja em um contexto tão difícil! Mas aceitamos o desafio, deixar uma igreja
com 140 crentes e assumir um trabalho com menos de 30 membros!
Mas Deus tem seus propósitos!
Começamos a trabalhar no Sertão do Seridó novamente, no dia 29 de janeiro de
2015, assumindo o pastoreio da AD em São José do Seridó-RN. Então certo dia
recebo a ligação do Miss. Nicodemus da Missão Ceifa-CE, querendo enviar uma
equipe da ENIGRE para plantar igrejas aqui no sertão do RN, falei com o nosso
pastor Isaac Dias (nosso supervisor) se o mesmo desejaria receber essa equipe,
o que ele prontamente aceitou! Nessa equipe veio o Adriel Café e esposa, Miss.
Fran; já os conhecia de quando A ESCAMF tinha vindo para o RN (janeiro de 2014),
precisamente para Timbaúba dos Batistas-RN, começamos a “sonhar” juntos com uma
escola missionária para o RN, haja visto termos poucas inciativas até então
nesse sentido, parecia algo impossível, parecia tão distante! Mas em nossas
conversas tudo se encaixava perfeitamente, críamos que Deus mobilizaria
pessoas, que Deus levantaria os vocacionados, que Deus trataria com os líderes,
enfim críamos piamente que era um projeto de Deus!
Então em julho de 2016, Deus dava
início a EMITES (Escola Missionária
de Treinamento Estratégico para o Sertão)! Com poucos obreiros, com um grande
desafio de trazer a cultura de escolas de treinamento para ambiência assembleiana
potiguar! O Adriel foi para mim um treinador especial, tendo paciência comigo,
me orientando e me inserindo no contexto de escolas missionárias, agradeço a
Deus por tua vida nobre amigo! Outra pessoa que Deus usou que foi de
fundamental relevância foi e tem sido o meu pastor Isaac Dias, que atualmente
pastoreia a AD em Caicó e supervisiona o referido campo eclesiástico! Todo o
apoio, mentoria, respaldo pastoral nos tem sido de indispensável valor,
obrigado meu pastor pela sua paciência comigo!
A toda a minha família que também
ao longo desses anos tem me apoiado e me ajudado a prosseguir, mesmo quando as
incertezas chegam! A linda família EMITES, meu muito obrigado pelo apoio! Aos
mais de 130 jovens treinados nesses dois anos, as dezenas de obreiros “nativos”,
digo que são filhos e filhas da EMITES e hoje são obreiros, lideram, servem, se
doam, ensinam, dão palestras e etc. Todos nós começamos tão “tímidos” tão medrosos
diante do novo desafio...Eu acredito no potencial de todos vocês, a glória de
Deus seja a nossa motivação, as vidas sejam nosso alvo!
Luciano Costa.
São Fernando-RN 20 de agosto de
2018.
POR QUE VOCACIONADOS?
Então chegamos a
5ª Edição da EMITES! Após meditarmos em temas relevantes para o entendimento
missionário, como “Quem é Jesus? ”, “ O
Discípulo Radical”, “Siga-me! ”, e “ Identidade em Cristo”, temos agora
nessa edição, “ Vocacionados – Viva intensamente o seu chamado”! Entendo que
é um tema relevante para uma escola que já está fazendo história, que ao longo
desses quase três anos tem despertado muitos vocacionados para cumprirem sua
missão nesse mundo.
Tomamos com texto
base Efésios 4.1: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no
Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados”. Acredito que Deus está no chamando para reavaliamos
nossas motivações, nosso serviço cristão, nosso envolvimento em missões! Ele
requer de cada um de nós um “andar digno da vocação”, e o que isso significa?
Significa comprometimento com a missão, Deus não quer um fazer desassociado do
ser! Primeiramente é necessário saber para o quê, Deus lhe chamou? Você tem
convicção de seu chamado?
O chamado não
requer apenas um ato de obediência, mais do que alguns sonhos e realizações
pessoais, mais do que 90% de sua entrega... O chamado envolve toda a nossa
existência, somos chamados a viver integralmente para Àquele que nos chamou!
Quem é realmente vocacionado para o ministério, não passa a fazer parte do
mesmo, mas passa a ser o que a sua vocação determina, aquilo que Deus nos fez para
ser, para a sua glória!
Vocação é muito
mais que fazer algo para alguém, é ser guiado, conduzido por um chamado divino,
que o define, que o motiva, que o molda e por fim que se torna a razão de sua
existência!
Mesmo fazendo a
obra de Deus, podemos não estar desempenhando a nossa vocação! Cuidemos pois,
para que ao fazer a obra de Deus não venhamos a nos esquecer qual é a nossa
vocação. Aptidão, talento, dons, faz parte, mas não garantem que a nossa
vocação esteja sendo cabalmente cumprida.
O vocacionado é alguém que se achou em Deus,
ouviu uma ordem e com alegria passa a obedecê-la! Ele sabe exatamente o que tem
que fazer, pois foi chamado e capacitado para tal, não há como fugir desse
direcionamento; o homem pode até tentar, mas fora de sua vocação, ele apenas
ocupará um lugar é uma função que não lhe pertence!
Viva intensamente
o seu chamado! Seja ele qual for, para ser enviado ou para ficar onde você está
atualmente, seja para pregar ou discipular, seja para servir no Reino com a sua
profissão, ou seja, para se doar inteiramente em outro país servindo a outras
nações, o relevante é que você participe daquilo que Deus está fazendo no
mundo! A missão é de Deus, Ele projeta e executa, mas preferiu compartilhar conosco
essa responsabilidade. Então não fique parado, mexa-se, envolva-se e
comprometa-se, você é vocacionado de Deus!
Luciano Costa – Coordenador da EMITES
Sou
missionário rural, com muita alegria em servir ao Senhor no Sertão!
Percebo que há um
tratamento diferenciado aos missionários que servem de tempo integral em
comunidades rurais. As vezes estes são preteridos em detrimento de outros
obreiros que também servem na mesma lida, quer seja pastoreando ou plantando
igrejas. Percebo também algumas ações de algumas lideranças no sentido de
valorizar este abnegado servo de Deus, que tem um chamado para alcançar
comunidades esquecidas nesse meu Sertão!
Percebo também a
necessidade de mentoramento e de um maior apoio para que estes possam
perseverar em sua missão evangelizadora. Creio que precisamos olhar com outros
olhos para este segmento missionário que cresce a cada dia, que é a ação da
igreja no sentido de plantar igrejas nessas comunidades remotas do Sertão. Haja
visto, que são poucos os que se dispõem ir atender esse chamado, que é
dificultoso pelas próprias condições inerentes a essas comunidades esquecidas.
Muitas dessas não há abastecimento de água, não há atendimento médico, em
algumas não há escolas adequadas para atender aos filhos do missionário. Existe
também a dificuldade de locomoção e a distância da cidade mais próxima que
muitas vezes fica a muitos quilômetros da comunidade.
Nesse breve artigo,
falo por muitos (não que eles saibam disso), que estão “jogados” e esquecidos
em algumas dessas comunidades!! Por esse meu Nordeste, homens e mulheres que
abriram mão de seus sonhos e projetos e abraçaram a causa missionária no
Sertão! Conclamo a igreja no Nordeste, a tomar um posicionamento em relação a
esse desafio. Talvez, em minha fala (ou seja, escrita) não seja compreendido,
mas pergunto:
Você já parou para pensar como se sente um
missionário rural em uma comunidade esquecida do Sertão?
Você já o visitou em
sua humilde residência? Você que é pastor em cidade em uma igreja de porte
médio, já mobilizou alguma vez a igreja para ir passar um dia lá?
Você já levantou
ofertas alçadas por um missionário rural?
Você se preocupa, ora,
intercede por eles?
Você já pensou na
possibilidade de adotar uma família missionária do Sertão?
Se você nunca pensou em
nenhuma dessas possibilidades, meu amigo, eu acredito que você não tem nenhuma
sensibilidade pela obra missionaria! Pois, se você não consegue ouvir, nem
perceber o clamor missionário do Sertão, quando você mora no Sertão... Como
você ouvirá o clamor das nações??
Ouça o clamor do
Sertão! Aja! Mobilize! Interceda! Doe! Vá! Ou seja, vamos fazer algo pelo
Sertão!!
Luciano Costa. 24 de
março de 2016.
A
Realidade do Evangelho no Nordeste- o Desafio da evangelização da maior Região
do Brasil!
(Luciano
Costa)
Quando
falamos em evangelização do Nordeste, logo nos remete a ideia de um povo
sofrido, de uma forte cultura Católica, digo “cultura católica”, pois em muitos
aspectos a religiosidade do sertanejo está mais atrelada a sua cultura, do que
mesmo a aspetos doutrinários do Catolicismo Romano. É dentro dessa cosmovisão
“catolizada” que se encontram a maioria dos inalcançados pelo Evangelho na
Região Nordeste. Claro que há uma “renovação católica” que intenta deter a
evangelização de seus “fiéis”. Contudo, os dados que apresentarei na sequência,
denotam o quanto ainda prevalece fortemente o Catolicismo nessa região. Conforme, nos informa, Ildemar Nunes de
Medeiros, em seu livro: “Missionários
para o Sertão Nordestino – desafios, capacitação e evangelização integral. ”
“ O Censo do IBGE 2010 registra que
64% da população brasileira (mais de 123 milhões de brasileiros) se declararam
católicos. (...)” (MEDEIROS, p. 36)
Vejamos
como se encontra a distribuição religiosa no Brasil, pelos estados da
Federação.
“Segundo o Censo 2010, a
distribuição religiosa nos Estados brasileiros aponta a maior presença de
católicos na região Nordeste (72,1%). Em cada Estado nordestino, o percentual é
o seguinte (em ordem decrescente): Piauí, 85,1; Ceará, 78,8%; Paraíba, 76,9%; Sergipe,
76,3%; Rio Grande do Norte, 75,9%; Maranhão, 74,5%; Alagoas, 72,3%; Pernambuco,
65,9%; Bahia, 65,3%. ” (MEDEIROS, p.36)
Portanto,
percebemos que a maior concentração de católicos ainda se encontra no Nordeste,
esse é um dos nossos maiores desafios dentro de “casa”, em nossa própria nação.
Quando observamos com mais precisão, é exatamente nas áreas rurais onde este se
torna mais crítico, chegando ao percentual de 77,9%. Para tanto, algumas ações
vendo sendo executadas no sentido de mudar essa triste realidade. Por algumas
agencias missionárias. São elas JUVEP –PB; MEF- RN, CEIFA-CE, e o Movimento
Nacional de Evangelização do Sertão Nordestino, com sede em Juazeiro do Norte
–CE. Participei no ano de 2014 de um grande congresso desse movimento, no qual
pude perceber várias ações e projetos que visam a plantação de novas 10.000
igrejas no Nordeste.
Vejamos
ainda outra estatística que nos preocupa, que também está no referido livro.
Baixa população evangélica em
alguns municípios do Nordeste.
“ Munícipios com menos de 1% de
evangélicos: dos 6 municípios brasileiros com menos de 1% de evangélicos 5
estão no Rio Grande do Sul e apenas um no Piauí: Bocaína, com 4.369 habitantes,
apresenta menos de 1% de evangélicos – possui apenas 38 crentes, o que
representa 0,86% da população do município. Vale lembrar, que há dez anos,
havia 71 cidades no país (sendo a maioria delas no Nordeste) com menos de 1% de
evangélicos, o que já é uma mudança e tanto” (MEDEIROS, p. 37).
Urge
a necessidade da igreja brasileira atentar para esse campo missionário que
precisa ser alcançado. O Nordeste tem em si a capacidade de apregoar o
Evangelho através das igrejas presentes nas capitais, grandes centros e de um
esforço concentrado para alcançar cada comunidade inalcançada que temos tão
perto de nós.
Fonte
consultada: MEDEIROS, Ildemar Nunes. Missionários
para o Sertão Nordestino – Desafios, capacitação e evangelização integral.
Betel Publicações. João Pessoa/PB. 2013.
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NOSSA MISSÃO NO SERTÃO:
1- Treinar Vocacionados
Ações que realizamos:
1- Palestras de mobilização e treinamento Missionário;
2- Realizamos conscientização Missionária em igrejas, com palestras;
3- Acompanhar Missionários Rurais que estão em atividade no campo, com visitação apoio e incentivo às suas respectivas famílias;
4- Levantar parceiros para ajudar obreiros que estão trabalhando de tempo integral no Sertão;
5- Despertar o maior número possível de vocacionados para atender ao Sertão, bem como envolver mais igrejas nessa visão Missionária;
6- Levantar parceiros para apoiar no envio de jovens e de casais para treinamentos;
7- Doação de cestas básicas para famílias carentes no Sertão, é uma alegria ver a expressão de contentamento quando o socorro chega e não há nada na casa de uma família carente.
1- Treinar Vocacionados
2- Plantar igrejas
3- Fazer discípulos
3- Fazer discípulos
Ações que realizamos:
1- Palestras de mobilização e treinamento Missionário;
2- Realizamos conscientização Missionária em igrejas, com palestras;
3- Acompanhar Missionários Rurais que estão em atividade no campo, com visitação apoio e incentivo às suas respectivas famílias;
4- Levantar parceiros para ajudar obreiros que estão trabalhando de tempo integral no Sertão;
5- Despertar o maior número possível de vocacionados para atender ao Sertão, bem como envolver mais igrejas nessa visão Missionária;
6- Levantar parceiros para apoiar no envio de jovens e de casais para treinamentos;
7- Doação de cestas básicas para famílias carentes no Sertão, é uma alegria ver a expressão de contentamento quando o socorro chega e não há nada na casa de uma família carente.
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